Um medo súbito e inesperado. Uma alta carga de ansiedade que pode paralisar a pessoa a ponto de ela não conseguir realizar até as coisas mais simples da sua rotina, como trabalhar ou sair de casa para ir ao supermercado. A síndrome do pânico é considerada um transtorno de ansiedade que, na hora do ataque, leva o paciente a se sentir em uma situação de perigo, tornando-o incapaz de escapar.
Os ataques podem acontecer nos mais diversos locais ou situações, como em um supermercado, dirigindo um carro, trabalhando, sentado em um sofá ou até mesmo em uma roda de amigos.
Em um mundo competitivo, cheio de pressões e cobranças, o gatilho para disparar a doença pode começar na infância. A disputa em ser o melhor, em “dar conta do recado” e em ser multitarefas torna o ser humano propenso a desencadear diversos transtornos de ansiedade — um deles, o pânico.
Muitas vezes, as causas da síndrome do pânico estão nos traumas vividos dentro da família, como a morte de um filho, cônjuge, pais ou irmãos, divórcio, desemprego. Podem ter ligações também com as transições da vida, como se casar, se formar em uma faculdade e ter um bebê.
O transtorno também pode ser causado por condições fisiológicas. Pessoas com prolapso da válvula mitral — problema cardíaco que acontece quando uma das válvulas do coração não trabalham corretamente —, hipertireoidismo, hipoglicemia e a retirada de medicamentos também são pontos de atenção para quem está sofrendo de pânico e não entende os motivos.
Normalmente, a síndrome do pânico é desencadeada por um ataque de pânico que passa a se repetir.
A hipnoterapia. O método pode amenizar ou até eliminar a síndrome do pânico da vida do indivíduo. A hipnose é um estado alterado de consciência no qual a pessoa consegue acessar o conteúdo inconsciente.
No transe hipnótico o especialista consegue captar a atenção da pessoa, e voltá-la para dentro, internalizar a pessoa. Esse estado existe por um rebaixamento do estado crítico, permitido por meio de sugestões e estruturas verbais pensadas e elaboradas para gerar mudanças.
É usada para acionar, por exemplo, uma lembrança omitida e ajudar a pessoa a interpretá-la, dar significado para isso. Então, é possível encontrar a origem do problema e ressignificar o trauma. Acessar e dissociar essas questões mais profundas da mente pode ser a solução para entender e eliminar os mais variados sentimentos e comportamentos prejudiciais que desencadeiam a síndrome do pânico.